sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Repensando a política social brasileira.

Bom, voltando à atividade no blog, gostaria de levar a debate um assunto um tanto quanto polêmico: o programa Bolsa Família. Esta idéia me veio à cabeça pois, há dois dias, estava eu na aula de História quando meu professor disse que, caso tal política não existisse, nossos problemas sociais seriam ainda maiores. Ele foi além: disse, inclusive, que essa era uma forma de distribuir renda. Esta afirmativa me causou um grande duelo interno na mente: de um lado a posição que anteriormente defendia, ou seja, a de que o Bolsa Família é um programa de compra de votos, pura demagogia; na posição oposta lutava a idéia nova - o Bolsa Família, apesar de tudo, salva vidas. As duas idéias acabaram equilibrando-se e eu conclui que, neste caso, o que vale é o meio termo: o Bolsa Família compra votos e salva vidas.

A idéia fixou-se na minha mente e a ela somou-se um novo fato: Um amigo meu me mandou um vídeo cuja música chamava-se "A Marcha dos Mortos". Esta tratava-se de uma crítica TOTALMENTE direta aos problemas sociais. Em tal música citava-se um "protesto de mortos" cuja morte ocorrera devido à ausência de seus direitos básicos, como alimentação e saúde. Vocês já pararam para pensar quantos brasileiros devem morrer anualmente devido a problemas sociais? Deve ser na casa dos dezenas de milhares.

Ocorre que o programa citado no primeiro parágrafo, a despeito de demagogo e comprador de votos, salva a vida de muitas dessas pessoas que morreriam caso não recebessem o dinheiro do Bolsa Família todos os meses. Obviamente, políticas como essa não são solução, não são prevenção, não são futuro; são desespero, são remédio, são presente. Todavia, faz-se mister um remédio momentâneo, um antibiótico como o atual, porém acompanhado de uma vacina - e isto sim é o que falta no governo presente: a vacina. Esta seria uma política de formação profissional que deveria acompanhar o Bolsa Família, incentivando a independência dos beneficiados do programa. Assim, não haveria mais "mortos dos problemas sociais" para marchar.

domingo, 22 de março de 2009

A televisão e sua função social

Atualmente, a televisão é o maior meio de transmissão de cultura do Brasil. Nas novelas, nos programas de auditório, em tudo há divulgação de conhecimento. Além disso, há o incentivo à honestidade e à moralidade.

Em 2008, a Rede Globo exibiu a novela “A Favorita”. Nessa obra ocorreu um duelo clássico entre o bem e o mau. No final da trama, o bem, incorporado pela personagem Donatela, venceu o mau, representado por Flora. Conquanto essa última tenha utilizado vários métodos ilegais para destruir a vida da adversária, Donatela manteve seus princípios morais. Dessa forma, ao final da história, a honestidade sobrepujou a contravenção.

Além disso, há emissoras como a Futura, que abordam temas educativos. Tal canal tem uma programação voltada à cultura, contando com a exibição semanal de filmes sobre homens como Albert Einstein e Darwin. Ademais, a televisão brasileira contribui para a formação do jovem. Como exemplo, há o programa “Altas Horas”, onde ocorrem entrevistas acerca de temas atuais na sociedade. De forma descontraída, fala-se até mesmo sobre educação sexual em um bloco do “talk-show”.

Enfim, é visível que, além de valorizar os princípios morais, a programação incentiva a educação e a cultura. Assim, a televisão brasileira ajuda a formar uma sociedade culta e honesta.

Viver com moderação

Comumente, na mídia, aparecem casos de mortes devido a excessos: de álcool, de estresse, de irresponsabilidade. Dessa forma, torna-se visível que boa parte da população ainda não aprendeu que o segredo da vida é a moderação.

No século XXI, a ciência começou a descobrir a ligação que há entre o humor e a saúde do indivíduo. O acelerado ritmo da vida atual gera estresse, acarretando em várias doenças. Assim, o autoconhecimento faz-se necessário, porquanto o homem precisa saber qual é o seu limite. O indivíduo tem que dosar tudo na sua vida: o excesso de trabalho causa problemas devido à falta de descanso, enquanto a ociosidade gera depressão.

Essa autorregulação, no entanto, não é essencial apenas às pessoas com vida econômica ativa. Os adolescentes são também vítimas do mal do excesso. Mortes por coma alcoólico são comuns nessa faixa etária, bem como acidentes de carro. Ademais, a inconseqüência da juventude também gera o consumo de drogas. Esse é mais um causador de milhares de mortes, seja de forma direta –devido à ingestão- ou de forma indireta – devido à violência do tráfico.

Enfim, como foi dito, o extremismo é fatal. Portanto, fica provado que a sabedoria da vida está no meio termo, na moderação. Seja para adultos ou para adolescentes, é necessário que o ser humano se conheça. Dessa forma, a chance de que lhe ocorram problemas indesejáveis é menor.

quinta-feira, 19 de março de 2009

A cidade e a qualidade de vida

Atualmente, ocorre um inchaço urbano no Brasil. Tal fenômeno gera uma série de problemas que prejudicam a qualidade de vida da população. Todavia, é possível reverter esse quadro.

O povo urbano sofre com a violência e com uma deficiência enorme no transporte público. Como exemplo há a cidade do Rio de Janeiro, onde um morador do subúrbio leva em torno de duas horas para chegar ao trabalho. Além disso, a criminalidade na urbe é enorme. No ano de 2008, apesar da queda no número de homicídios, a quantidade de assaltos a transeuntes aumentou. A metrópole é, portanto, hostil com seus habitantes.

Contudo, é possível tornar o meio urbano menos agressivo. Por meio de políticas de segurança pública que valorizem o cidadão, a criminalidade tende a cair. No caso do transporte, com o fim dos monopólios de empresas de ônibus sobre bairros, ele melhorará. Ademais, toda cidade grande deve ter uma extensa malha metroviária. Dessa forma, as rodovias são desafogadas, minimizando os congestionamentos em horários de grande tráfego.

Enfim, é necessária a implementação de políticas públicas de proteção ao cidadão. Assim, a cidade se tornará um local menos hostil ao homem; a cidade se tornará um local com uma melhor qualidade de vida.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Luz, câmera, cidadania

Na primeira metade do século XX, surgiu o cinema. Com o passar do século, ele se popularizou, tornando-se uma ferramenta de inclusão social. Em outras palavras, o cinema se transformou em uma manifestação artística acessível à população.

Nos últimos anos, o contingente de filmes produzidos tem sido enorme, abrangendo temáticas amplamente diferenciadas. Essa variedade na oferta de filmes gera um enorme enriquecimento cultural ao público. Como exemplo, há os temas históricos, que transmitem, de forma divertida, conhecimento ao espectador; Filmes como “Diários de Motocicleta” ou “Operação Valquíria” narram fatos que não são abordados em livros de História.

Além disso, o cinema não é elitista. Enquanto outras artes, como a pintura, requerem uma formação educacional sólida para serem interpretadas, a cinematografia é acessível a todos. Um brasileiro qualquer que assista à televisão tem o embasamento necessário à compreensão cinematográfica. Dessa forma, a cultura é popularizada.

Enfim, de modo diferenciado, o cinema facilita o acesso do povo à arte. Ademais, ao abordar motivos como os históricos, possibilita a ascensão cultural do telespectador. Assistir a um filme é, de fato, exercer a cidadania.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Conflitos Culturais

A humanidade é constituída por vários povos, crenças e culturas. Ao longo da Antiguidade e da Idade Média, diversas etnias foram exterminadas devido às diferenças culturais. Nos séculos XX e XXI, os acontecimentos não mudaram muito nesse aspecto.

No Oriente Médio, encontra-se o berço de três das maiores religiões do globo: o cristianismo, o islamismo e o judaismo. Por causa dessa diversidade, na região ocorre o maior conflito étnico-religioso da História. Embora existam esforços de órgãos internacionais, palestinos e israelenses não põe um fim à sua luta.

O caso anterior não é isolado. Na segunda metade do século XX, aconteceram diversas guerras por questões culturais. Um caso extremo foi o balcânico: após a morte do Marechal Tito, os sérvios praticaram uma limpeza étnica contra outros povos da região. Devido a isso, a Sérvia é muito mal vista no cenário europeu. O país não faz parte da União Européia por causa do genocídio que praticou.

Tanto o exemplo oriental quanto o europeu são casos recentes de intolerância às divergências. No primeiro caso, existe a busca pela paz por parte da ONU e, no segundo, a Sérvia sofre uma punição. Apesar disso, tais conflitos demonstram que a humanidade ainda não venceu o desafio de se conviver com as diferenças.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Fiscalizar e regular

No século XXI, crescem várias discussões envolvendo temas como meio-ambiente, desenvolvimento sustentável e distribuição de renda. A agricultura, muitas vezes, se torna protagonista nesses debates. Recentemente, o etanol tem sido muito discutido. Seria ele um entrave ao desenvolvimento sustentável?

A produção agrícola tem se voltado para os biocombustíveis devido à sua lucratividade. Portanto, no aspecto econômico, não há dúvida de que os bioenergéticos são altamente importantes para o Brasil. Afinal, este país domina o método mais produtivo de síntese do etanol: o da cana-de-açúcar.

Entretanto, é importante que exista uma forte política de regulamentação e fiscalização do cultivo voltado à produção energética. Pois, dessa forma, problemas ambientais e sociais seriam evitados. Devem ser determinadas as áreas destinadas à essa cultura, protegendo as florestas. Principalmente, é importante assegurar que as fronteiras agrícolas não avancem sobre a Floresta Amazônica.

No aspecto social, são necessárias políticas de incentivo ao uso da mão-de-obra familiar. Acordos entre as agroindústrias e o pequeno produtor são essenciais a um processo de distribuição da renda obtida com os biocombustíveis.

Enfim, torna-se visível que o Brasil tem apenas a ganhar com os bioenergéticos. O etanol não é um obstáculo ao desenvolvimento sustentável. Basta que o Estado crie políticas públicas para regular tal atividade produtiva.